“Cultura como um Iceberg”: um olhar para além do óbvio

No âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, os alunos do 2.º ciclo do Colégio do Forte participaram na atividade “Cultura como um Iceberg”, um desafio que os convidou a explorar o conceito de cultura para além para além do plano mais superficial.

Inspirados no modelo proposto por Edward T. Hall, os alunos foram convidados a refletir sobre a metáfora do iceberg: aquilo que emerge à superfície representa apenas uma fração do seu verdadeiro tamanho, enquanto a parte mais vasta permanece oculta, silenciosa, mas indispensável para lhe dar forma e sentido. A parte visível, cerca de 10%, corresponde ao que conseguimos observar e identificar através dos sentidos: a língua, a música, as danças, a gastronomia, a literatura, a arte e arquitetura e outras manifestações facilmente reconhecíveis. No entanto, como sublinhou Edward T. Hall, “a maior parte da cultura está abaixo da superfície”, composta por valores, crenças, atitudes, perceções e formas de interpretar o mundo que nem sempre são evidentes, mas que moldam profundamente o comportamento humano. A atividade permitiu aos alunos mergulhar simbolicamente nessa dimensão invisível, compreendendo que conhecer verdadeiramente uma cultura implica ir além do imediato, escutar sem julgamentos e abrir espaço ao diálogo e à descoberta do outro, remetendo para a citação: “O essencial é invisível aos olhos.” (Saint‑Exupéry, O Principezinho).

A atividade permitiu aos alunos mergulhar na compreensão das diferentes dimensões da cultura, partilhando experiências, reconhecendo perspetivas diversas e descobrindo pontos de encontro que fortalecem a convivência e o sentido de comunidade. Como parte do trabalho, os alunos desenharam um iceberg e completaram‑no com exemplos de comportamentos e práticas visíveis e não visíveis nas pessoas que conhecem, apoiando‑se nas reflexões suscitadas por um vídeo orientador. Num colégio que acolhe alunos de diversas origens culturais, este momento revelou‑se especialmente significativo, promovendo o respeito pela diversidade e o reconhecimento da riqueza que ela acrescenta ao quotidiano escolar. A iniciativa constituiu um contributo relevante para o desenvolvimento de competências de cidadania, reforçando o compromisso do Colégio do Forte com uma vertente inclusiva, consciente e aberta ao diálogo intercultural.

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"Há escolas que são gaiolas e há escolas
que são asas. A essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros
engaiolados. O que elas amam são pássaros
em vôo. Existem para dar aos pássaros
coragem para voar. Ensinar o vôo, isso
elas não podem fazer, porque o vôo já
nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode
ser ensinado. Só pode ser encorajado." - Rubem Alves

Colégio do Forte

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