Colégio do Forte junta-se ao Programa de Escolas Bilingues

“[Early bilingual education] EBE occurs when children are educated from an early point in their primary school education, or even earlier in pre-school education, through the medium of two languages.” - Johnstone, R. (2009)

O Projeto “Escolas Bilingues” nasce de um protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação, Ciência e Inovação e o British Council, e tem como objetivos “promover uma educação, plurilingue e intercultural, fomentado a pluriliteracia, sensibilizar as crianças desde o pré-escolar para aprendizagem do inglês e desenvolver gradualmente a proficiência comunicativa dos alunos do ensino básico nesta língua, em linha com o currículo e desenvolver, através do inglês, aprendizagens essenciais de diversas componentes/ disciplinas”. Este projeto abrange, neste momento, 46 escolas, da rede pública e privada, e que se estendem por todo o território nacional.

O Ensino Bilingue baseia-se na aprendizagem integrada de conteúdos curriculares através do uso de duas línguas. O facto de crianças expostas desde muito cedo a duas línguas no seu quotidiano desenvolverem conhecimento linguístico nativo em ambas as línguas (se o contacto com ambas se mantiver até à adolescência, cfr. Bylund, 2009) é tido como evidência clara em favor da ideia de que a mente humana está biologicamente predisposta para o multilinguismo (Meisel, 1989).

Esta abordagem tem sido recomendada por diversas organizações, nomeadamente pela União Europeia, que considera uma das formas mais eficazes de aprendizagem de uma língua estrangeira.

A Comissão Europeia também chamou a atenção dos seus estados-membros para a necessidade de ajustar a agenda curricular e política ao multilinguismo: “With increasing mobility within Europe and many young people arriving from third countries to study in the EU, it is essential to ensure that multilingualism is central to the European project.”

Na implementação deste projeto, a abordagem CLIL (Content and Language Integrated Learning), apresenta-se como elemento chave. “CLIL refers to situations in which subjects or parts of subjects are taught in a foreign language with dual-focused aims, namely the learning of content, and the simultaneous learning of a foreign language.” (Marsh, D. 2002.).

Nas aulas em que trabalha com a metodologia CLIL, as tarefas são pensadas para que os estudantes aprendam uma nova língua à medida que aprendem novos conteúdos, em diferentes disciplinas. Os materiais utilizados, têm como característica a forte componente visual que permite que alunos de diferentes níveis linguísticos possam ter acesso a conteúdos de alguma complexidade. Simultaneamente, permitem que os alunos se foquem no vocabulário e estruturas necessárias à aprendizagem de uma disciplina em inglês.

Sendo assim, de acordo com o 4Cs curriculum (Coyle 1999), ver figura 1, uma aula de CLIL deverá combinar os seguintes elementos:

Fig. 1: The 4Cs Framework (adapted from Coyle et al., 2010: 41)

  • Content - Progression in knowledge, skills and understanding related to specific elements of a defined curriculum

  • Communication - Using language to learn whilst learning to use language

  • Cognition - Developing thinking skills which link concept formation (abstract and concrete), understanding and language

  • Culture - Exposure to alternative perspectives and shared understandings, which deepen awareness of otherness and self.

Nas Escolas Bilingues, parte do currículo de disciplinas como Estudo do Meio e Educação Física no 1.º ciclo, Ciências Naturais, Música, Geografia e Cidadania nos 2.º e 3.º ciclos, são ensinados em inglês, aumentando exponencialmente o contato com a língua e contribuindo para que a aprendizagem seja mais significativa. Para isso, o trabalho e colaboração da equipa pedagógica na estruturação e organização dos conteúdos e definição de estratégias são fundamentais para o sucesso do projeto.

Frigols, Marsh e Mehisto “CLIL is a dual-focused educational approach(…) the combination of languages and subjects are almost limitless” (2008:9).

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"Há escolas que são gaiolas e há escolas
que são asas. A essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros
engaiolados. O que elas amam são pássaros
em vôo. Existem para dar aos pássaros
coragem para voar. Ensinar o vôo, isso
elas não podem fazer, porque o vôo já
nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode
ser ensinado. Só pode ser encorajado." - Rubem Alves

Colégio do Forte

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