Aventuras Espaciais na Galáxia do Colégio do Forte

Celebrar a Infância a Descobrir o Universo!

No Pré-Escolar, o Dia da Criança foi o tema para uma semana verdadeiramente inesquecível, cheia de sorrisos, criatividade, brincadeira e muita aprendizagem. Em continuidade com o projeto “Precisamos do Planeta” a decorrer nas salas, os nossos pequenos astronautas embarcaram numa viagem de descobertas que os levou para lá do nosso planeta, onde despertaram a curiosidade e o entusiasmo pelo que os rodeia. Assim as salas e os espaços exteriores transformaram-se em estações espaciais.

A semana começou com a celebração do Dia da Criança em grande estilo, com os tão divertidos “cabelos malucos” que encheram os corredores de cor e imaginação. O nosso programa foi preenchido com jogos, brincadeiras e atividades em grupo, sublinhando a importância do brincar na aprendizagem. Pois “a brincadeira instiga a criança, cada vez mais, a ser capaz de controlar o seu comportamento, experimentar habilidades ainda não consolidadas no seu repertório, criar modos de operar mentalmente e de agir no mundo que desafiam o conhecimento já internalizado, impulsionando o desenvolvimento de funções embrionárias de pensamento.” (Pimentel, 2007, p. 226).

A área da matemática também fez parte desta viagem, com a construção de um jogo temático feito pelas crianças com o recurso a materiais reciclados, como foguetões, estrelas e planetas. De forma divertida, os nosso pequenos astronautas visitaram os números e realizaram pequenas operações de soma, através do lançamento de dois dados, pois sabemos que “apenas o jogo permite um envolvimento activo, experimental: testar e experimentar, manipular variáveis, reunir dados em múltiplos contextos diferentes, e interpretar dados para desenvolver o entendimento dos conceitos” (Wassermann,1994, p. 117).

O nosso satélite natural e as constelações também foram alvo de estudo nas nossas salas, pois “…é importante que a aprendizagem dos conceitos relacionados com a ciência se faça num ambiente repleto de materiais interessantes e estimulantes que despertam os sentidos e apele ao seu uso reflexivo, as crianças observam líquidos diferentes, cheiram, tocam, ouvem, conversam, observam as propriedades físicas dos materiais e as suas transformações.” (Oliveira, Formosinho et al., 2011), p. 58). Através da observação de imagens e de partilhas em grande grupo, as crianças compreenderam as diferentes aparências da lua e consolidaram o conhecimento com atividades de expressão plástica, moldando as diferentes fases da lua em massa e explorando grafismos. De seguida, a imaginação dos nossos astronautas ganhou asas quando reproduziram um encontro com naves dos extraterrestres, onde criaram as suas próprias naves espaciais com pincéis e materiais de desperdício, uma vez que “A expressão plástica é essencialmente uma atitude pedagógica diferente, não centrada na produção de obras de arte, mas na criança, no desenvolvimento das suas capacidades. As artes plásticas ao serviço da criança e não esta ao serviço das artes plásticas.” (Sousa,2003, p. 160).

A orientação espacial foi trabalhada com as crianças de forma dinâmica e enriquecedora,aproveitando o maravilhoso espaço exterior, com um jogo, pois “o jogo propicia o desenvolvimento cognitivo, linguístico, desenvolve habilidade manipulativas, o processamento mental e a resolução de problemas.” (Neto,2002, p.195). Assim,o grupo de crianças "perdeu a lua" e em equipa tiveram que encontrá-la. A atividade decorreu em pares, enquanto as crianças avançavam, o adulto orientava através das direções de frente, esquerda e direita, até chegarem à Lua.

Na área da linguagem, as crianças exploraram a obra literária "Um Menino Chamado Livro" que ofereceu momentos de escuta, partilha de ideias e um diálogo enriquecedor, uma vez que a “exploração que a criança faz do livro contribui em muito para o seu desenvolvimento cognitivo e linguístico” (Fernandes, 2005, p.32)

Assim terminou uma semana inesquecível, onde a criatividade, o brincar, e a alegria foram os pilares das experiências vividas pelas crianças do pré- escolar.

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"Há escolas que são gaiolas e há escolas
que são asas. A essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros
engaiolados. O que elas amam são pássaros
em vôo. Existem para dar aos pássaros
coragem para voar. Ensinar o vôo, isso
elas não podem fazer, porque o vôo já
nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode
ser ensinado. Só pode ser encorajado." - Rubem Alves

Colégio do Forte

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